Fissura tem causa. Tratar o sintoma com tela e massa sem saber se a trinca está ativa, se vem de recalque da fundação ou de armadura corroída costuma resolver por alguns meses e custar mais caro depois. A recuperação começa pelo diagnóstico.
Quando você precisa de reforço estrutural
- Mudança de uso: casa que vira clínica, escritório ou loja; laje que vai receber biblioteca, academia ou piscina
- Ampliação: subir mais um pavimento ou construir sobre laje existente
- Reforma com retirada de paredes ou abertura de vãos
- Fissuras e trincas em vigas, pilares, lajes ou alvenaria
- Armadura aparente, concreto desplacando, manchas de ferrugem
- Muro de arrimo inclinado, trincado ou com água acumulada atrás
- Sinais de recalque: portas e janelas que passaram a emperrar, piso que afundou
Como trabalhamos
- Vistoria. Visita ao imóvel, histórico da construção, levantamento das manifestações e da estrutura existente.
- Ensaios, quando o caso pede. Carbonatação, potencial de corrosão, termografia, boroscopia e monitoramento de fissuras para saber se estão ativas ou estabilizadas.
- Diagnóstico. Relatório com a causa provável de cada problema e o risco envolvido.
- Projeto de intervenção. Reforço com aumento de seção, perfis ou chapas metálicas, fibra de carbono ou nova estrutura, com sequência executiva e escoramento.
- Acompanhamento. Visitas durante a execução. Reforço é a etapa em que o improviso de obra mais pesa.
A conta da prevenção
A chamada Lei de Sitter, difundida no Brasil por Paulo Helene nos estudos de patologia, descreve o custo de corrigir um problema crescendo em progressão de razão cinco conforme a intervenção fica para depois: o que custa 1 no projeto custa 5 na execução, 25 na manutenção preventiva e 125 na corretiva. É uma simplificação, mas o padrão se repete nas vistorias que fazemos.
Projeto certo custa menos que reforço depois. E reforço feito cedo custa menos que reforço feito tarde.
Um caso: muro de arrimo em Campinas
Um muro de contenção com cerca de 4 metros de altura estava prestes a cair sobre a casa vizinha, e a intervenção precisava começar em no máximo cinco dias. Projetamos o alívio de carga, a demolição do trecho comprometido e a nova contenção. Ver a obra.
Perguntas frequentes
Toda fissura é perigosa?
Não. Fissuras finas de retração no reboco são comuns e, na maioria das vezes, só estéticas. O que preocupa é fissura em pilar, viga ou laje, trinca que aumenta com o tempo, trinca inclinada perto de apoios ou acompanhada de deformação. Na dúvida, a vistoria custa menos que a espera.
Posso tirar uma parede para integrar ambientes?
Depende de a parede ter função estrutural ou apoiar alguma laje ou viga. Em alvenaria estrutural, quase nunca sem reforço. Em concreto armado, às vezes sim. A resposta exige ver o imóvel e, de preferência, o projeto original.
Dá para subir mais um andar na minha casa?
Muitas vezes dá, com reforço de fundação, pilares ou vigas. Primeiro verificamos o que a estrutura e o solo suportam hoje. Esse estudo sai bem mais barato que descobrir o limite com a obra em andamento.
Fibra de carbono é sempre a melhor solução?
É uma boa ferramenta quando há pouco espaço, prazo apertado ou pouca margem para aumentar a seção. Em muitos casos, o encamisamento com concreto ou o reforço metálico resolve com custo menor. Escolhemos pela situação de cada estrutura.
Recuperação e reforço no portfólio
Apareceu uma trinca ou vai mudar o uso do imóvel?
Mande fotos e uma descrição pelo formulário ou pelo WhatsApp. Dizemos se precisa de vistoria e o que ela envolve.

